Nada de impeachment
Abaixo, entre aspas, parte do publicado no Estadão de 28-03-2006, assinado pelo Borys Casoy.
No meu entender, temos que ter cuidado e não nos desesperarmos. Falta pouco para apearmos o Lula e o PT do governo via voto livre e direto. O melhor para o Lula no momento seria sair via "impeachment".
SERIA UMA ESPÉCIE DE SUICIDIO À LA GETÚLIO VARGAS. Que parece ser o que ele quer. Não vamos entrar nessa.
Guilherme Brittes
A seguir o recorte do texto do Borys Casoy
"Todos os limites foram ultrapassados; não há como o Congresso postergar um processo de impeachment contra Lula. Ou melhor, a favor do Brasil.O argumento para não afastar Lula, de que sua gestão vive os últimos meses, é um auto-engano! A proximidade das eleições faz com que o governo use e abuse ainda mais do poder. Desde o início, este governo é envolvido na compra de consciências, na lubrificação da alma de órgãos de comunicação por meio de gigantescas verbas publicitárias e de perseguir os que lhe negam aplauso. Outro argumento usado para não afastar Luiz Inácio Lula da Silva é a sua biografia, a saga do trabalhador, do sindicalista que chegou a presidente. Ora, aquele metalúrgico já não existe há muito tempo. Sua legenda enferrujou. Foi tragado por sua verdadeira figura, submetido a uma metamorfose às avessas. As razões legais para o processo de impeachment gritam no artigo 85 da Constituição, que versa sobre os crimes de responsabilidade do presidente. Basta ler os seguintes motivos constantes da Carta Magna para que o Congresso promova o processo de impeachment de Lula: atentar contra o livre exercício do Poder Legislativo, contra o livre exercício dos direitos individuais ou contra a probidade da administração".

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