Os Alckmistas

Informações e curiosidades sobre a campanha eleitoral para a presidência da República no ano de 2006. Disputaram: pelo PSDB o candidato Geraldo Alckmin, e pelo PT o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva. No nosso entender a melhor opção era o candidato Geraldo Alckmin. Venceu o candidato Lula.

3.11.06

A auto-estupidificação moral de um povo

Por Olavo de Carvalho - clique aqui se quizer ler o artigo na íntegra.

Se julgar da culpa ou inocência alheia fosse habilidade natural e espontânea do ser humano, todos seríamos magistrados de nascença. Desde que o mundo é mundo, porém, a sabedoria das civilizações reconheceu as tremendas responsabilidades do ato de julgar, delegou essa tarefa a indivíduos especialmente dotados e, ao longo dos séculos, veio aprimorando os meios de exercê-la e acumulando o imenso patrimônio intelectual da ciência jurídica.

Inversamente, escolher entre dois pretendentes ao mando aquele a quem se prefere obedecer é decisão de foro íntimo que cada um tem de tomar por si mesmo, livremente, valendo aí os conselhos dos sábios e o testemunho das ciências tão-somente como sugestões, sem nenhum poder determinante.

É mais fácil, em suma, escolher um governante do que decidir se um réu é culpado, e qual a pena que lhe cabe. Por isso, a diferença entre decisão eleitoral e decisão judicial é um dos pilares da ordem democrática e da própria racionalidade nos debates públicos.

Por duas vezes, já, o Brasil desprezou essa diferença. Primeiro, quando julgou e condenou Fernando Collor antes de ter uma certeza juridicamente consistente quanto aos crimes que lhe imputavam. Segundo, quando protelou toda iniciativa judicial contra Lula até transferir aos eleitores, hoje, a decisão quanto à culpa ou inocência do acusado.

No primeiro caso, o réu foi absolvido, depois de desgraçado politicamente, nos 103 processos movidos contra ele na Justiça. Como é impossível uma nação inteira arrepender-se de haver condenado um inocente, a mídia e a opinião pública desprezam solenemente a decisão da Justiça e continuam a tratar Collor como se fosse culpado.

Quanto a Lula, as provas existentes da sua culpabilidade já são tão volumosas, que dificilmente ele escapará de uma condenação se elas forem levadas à Justiça. Então, pela lógica da história recente, não restará alternativa senão continuar tratando o culpado como inocente.

Duas mentiras colossais, consagradas como opinião geral, bastam para destruir completamente a capacidade de julgamento moral de um povo. Por meio delas, a nação inteira tornou-se culpada de injustiça, e, reprimindo em si própria a compreensão do que fez, não há de reencontrar tão cedo o sentido do que é consciência moral.

Publicado pelo Diário do Comércio em 30/10/2006

Olavo de Carvalho é jornalista, escritor, filósofo e Editor do MÍDIA SEM MÁSCARA.

olavodecarvalho.org

As privatizações foram benéficas para o Brasil

por Félix Maier em 03 de novembro de 2006
publicado no site Midia Sem Máscara

Resumo: Nacionalisteiros babacas e socialistas retrógrados são os verdadeiros males do Brasil.

© 2006 MidiaSemMascara.org

As privatizações realizadas por FHC foram benéficas para o povo brasileiro, embora os petistas, durante o segundo turno da eleição presidencial, pronunciassem a dita cuja como se fosse um palavrão. Alckmin caiu no alçapão petista. Em vez de defender as privatizações feitas pelo governo tucano, apresentando os números disponíveis abaixo, o candidato passou a maior parte de seu precioso tempo na TV explicando que não iria privatizar a Petrossauro, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. E ainda ostentou a camisa do Banco do Brasil que os petistas vestiram nele...

Também, não se podia esperar outra coisa: Alckmin, um cara com jeito de seminarista recém-saído do colégio interno, tendo que enfrentar, sozinho, as meninas de Jeanne Córner da Daspu petista. Deu no que deu.

Antes das privatizações, um telefone fixo custava, em média, o equivalente a R$ 6 mil no Rio de Janeiro. Na Ilha do Governador custava R$ 13 mil, na Barra da Tijuca, R$ 15 mil. Como funcionava isso? Você pagava um carnê da Telerj, p. ex., em 24 prestações e depois ainda tinha que esperar anos, anos e anos para que instalassem a linha. Em Brasília, no Plano Piloto, no início de 1992, eu comprei uma linha equivalente, hoje, a R$ 2 mil.

Depois das privatizações, você não paga mais pelo uso da linha, tanto no telefone fixo, quanto no celular. No fixo, hoje, você paga apenas a taxa de instalação, não mais a linha em si. Em ambos os sistemas - fixo e celular - você paga pelo que consome (no fixo existe uma taxa mínima, com o título de “serviços mensais”). No Brasil pós-privatização, todos os brasileiros têm condições de comprar um telefone, mesmo uma empregada doméstica, um faxineiro e até um desempregado que faz “bicos”. É incalculável o benefício que o celular trouxe para milhões de brasileiros, profissionais liberais ou autônomos, que podem distribuir cartões com seu celular, para angariar uma infinidade de novos clientes. Tudo graças à entrada de capital nacional e estrangeiro que acarretou a criação de inúmeras empresas de telefonia. Ou seja, tudo isso é benefício trazido pela privatização das telecomunicações.

Com a Embraer, ocorreu o mesmo. De uma empresa quase falida, depois da privatização triplicou o número de funcionários e é, hoje, um dos carros-chefe das exportações brasileiras. Atualmente, a Embraer é uma multinacional próspera, está criando plantas industriais na China e no Sudeste asiático.

E com a Vale do Rio Doce, o que aconteceu? A última edição da revista Veja (1º/11/2006) traz números que só provam que as privatizações foram benéficas para o País, não maléficas, como os embusteiros petistas apresentaram durante a campanha presidencial.


No artigo de Veja, pg. 88 a 89, lê-se que "A privatização foi decisiva para o crescimento da Vale do Rio Doce, que, com a compra da Inco (por US$ 13,3 bilhões), se tornou a segunda maior mineradora do mundo" (pg. 88).

Números da Vale:

Vendas de minério de ferro e pelotas (em milhões de toneladas):

1997: 100

2005: 252,2

Número de funcionários (diretos):

1997: 11.000

2005: 39.000

Lucro líquido:

1997: 350 milhões de dólares

2005: 4,8 bilhões de dólares

Valor de mercado:

1997: 9 bilhões de dólares

2006: 77 bilhões de dólares

Números de países em que está presente:

1997: 7

2006: 18

Fonte: revista Veja, pg. 88 e 89)

"A Vale, criada em 1942, constituía uma exceção à infeficiência reinante nas estatais. Desde 1974 era a maior exportadora de minério de ferro do mundo. Mas o Estado funcionava como um freio que impedia seu pleno desenvolvimento. A companhia era competitiva internacionalmente. No Brasil, entretanto, submetia-se aos órgãos de controle de preço do governo. E, a partir de 1979, quando foi criada a Secretaria de Controle de Empresas Estatais (Sest), perdeu completamente a autonomia. Não podia gastar, ainda que fosse para gerar mais receita. Estava, portanto, condenada ao sucateamento, num processo estimulado também por focos de ineficiência típicos de empresas estatais. Os processos de licitação eram burocratizados, havia restrições à contratação de pessoal e limites a reajustes salariais, sem falar na nefasta ingerência política na nomeação de diretores. Hoje a companhia tem uma política de incentivos que permite a contratação de profissionais de primeira linha, o que contribui para aumentar sua eficiência. 'A privatização deu à Vale liberdade de gestão, e isso é o que está por trás do desempenho atual', resume Tito Martins, diretor de Assuntos Corporativos da empresa" (Veja, pg. 88 e 89).

"Um outro estudo, de 1996, feito pelo BNDES pelo economista Armando Castelar, mostra que, no conjunto de 46 empresas privatizadas entre 1981 e 1994, o faturamento cresceu 27%, as vendas por funcionários subiram 83%, o patrimônio triplicou e o investimento quadruplicou" (Veja, pg. 89).

Portanto, nacionalisteiros babacas e socialistas retrógrados: deixem de ser embusteiros. Vocês, petistas, sabem muito bem que as privatizações beneficiaram o Brasil, porém colocaram o dualismo "direita x esquerda" na televisão para enganar os incautos, prejudicando o candidato Alckmin que engoliu a isca. Privatização, na maioria dos casos, só traz benefícios ao país, por eliminar o fator político de sua administração e estancar a hemorragia de verbas desviadas pela corrupção, desgraça inerente a toda empresa estatal. Prova disso são os escândalos recentes apresentados pelos Correios, Banco do Brasil (Visanet), CEF e Petrobrás, todos mastodontes federais a serviço da ladroagem petista durante os quatro anos de Lula.

Se a Petrossauro não fosse uma empresa estatal, se em 1953 os nacionalisteiros babacas e os socialistas retrógrados não tivessem vencido a queda de braço "o petróleo é nosso", criando um monopólio estatal, por certo hoje estaríamos pagando uma gasolina muito mais barata. A Argentina, p. ex., que começou a explorar o petróleo na mesma época que o Brasil, não caiu na armadilha xenófoba e nacionalisteira, deixando que várias empresas, nacionais e estrangeiras, tocassem o negócio. Em 5 anos, eles estavam exportando petróleo. Hoje, na Argentina se paga a metade do preço por um litro de gasolina, se comparado com o Brasil. Os espertos petistas convenceram 58 milhões de cleptomaníacos em potencial que é bom o brasileiro pagar o dobro pelo litro da gasolina. Tudo em nome de nossa República Socialista Bananeira, a maior cleptocracia do mundo.

Nacionalisteiros babacas e socialistas retrógrados são os verdadeiros males do Brasil! No Brasil, infelizmente, há também muitos militares que se apresentam como nacionalistas, porém são apenas babacas inocentes úteis, por contribuírem com o pensamento da ideologia esquerdizóide, em prejuízo de toda a sociedade brasileira.


Félix Maier é escritor e publicou o livro "Egito - uma viagem ao berço de nossa civilização", pela Editora Thesaurus, Brasília.

Surto autoritário

Extraido do site e-agora


Por Merval Pereira, O Globo (01/11/06)

Que Polícia Federal "republicana" é esta, que se arvora ao direito de constranger jornalistas que publicaram reportagens contrárias ao governo federal ou à própria instituição? Que governo é esse que mal saído das urnas com uma consagradora vitória eleitoral precisa dar uma demonstração de força contra a liberdade de imprensa? Que partido político é esse que incentiva seus militantes a agredir jornalistas na porta da residência oficial do presidente da República, sendo que alguns desses militantes usavam crachás de funcionários do próprio governo?

Que sinais repetidos são esses que acabam de ser dados pelo mesmo governo que já tentou controlar os meios de comunicação através de um conselho estatal?

Pois tudo isto está acontecendo não em uma longínqua ditadura, mas no Brasil, uma das maiores democracias do mundo, que acaba de sair de uma eleição presidencial das mais limpas e ordeiras, com mais de cem milhões de votos sendo apurados em poucas horas. O presidente reeleito recebeu da oposição um tratamento surpreendentemente cordial, a ponto de em poucas horas ter se dissipado a idéia de que um "terceiro turno" continuaria com a tentativa de impugnar a candidatura de Lula, em que pese divergências e a existência de processos diversos contra o governo e o próprio presidente da República.

Ao que tudo indica, porém, o governo entendeu essa oposição dura mas democrática como uma capitulação diante de sua vitória esmagadora, e partiu para a retaliação contra os meios de comunicação, acusados por diversos líderes governistas de terem tentado influenciar a opinião pública contra a reeleição de Lula.

É flagrante a semelhança com o ato de "vingança" do então presidente Fernando Collor que, dias depois de ter sido eleito, autorizou, na tarde de sexta-feira, 23 de março de 1990, fiscais da Receita e agentes da Polícia Federal a invadirem o prédio do jornal "Folha de S. Paulo", que considerava ter sido seu adversário durante a campanha presidencial. A pretexto de conferir se o jornal estava cobrando faturas publicitárias no recém-criado cruzeiro, houve uma demonstração de truculência oficial claramente política.

São vários os sinais de que a ação da Polícia Federal contra os jornalistas de "Veja" não foi ato isolado, mas sim parte de uma ação governamental para pressionar os meios de comunicação que consideram oposicionistas. O deputado Ciro Gomes, a mais ferina língua de aluguel do governo, defendeu recentemente que "é preciso incentivar dramaticamente os meios de comunicação alternativos, fortalecer cooperativas de jornalistas, financiar e, nisso, conceder canais de televisão", a pretexto de incentivar uma "imprensa plural".

Essa solução oficial para incentivar uma "mídia independente" com dinheiro público, além de risível pelo própria incoerência, tem precedentes históricos ruins: foi na CPI do jornal Última Hora, criado a partir de empréstimos generosos do Banco do Brasil para defender o governo de Getúlio Vargas, que surgiu a expressão "mar de lama".

O presidente do turno do PT, Marco Aurélio Garcia, ao fingir criticar a violência contra os jornalistas, cobrou da imprensa uma "auto-reflexão" sobre o seu comportamento durante as eleições. E, assim como o Presidente Lula sugeriu que grevistas liberassem as catracas do metrô para os usuários, Garcia classificou de "sadio" um suposto movimento de cancelamento de assinaturas de jornais e revistas.

O ministro Tarso Genro, um adepto fervoroso da teoria da conspiração, já acusara os meios de comunicação, durante a campanha, de favorecerem o adversário do presidente Lula, como se os fatos noticiados - a prisão dos petistas com uma mala cheia de dinheiro e a exibição da montanha de dinheiro ilegal que serviria para comprar um dossiê contra tucanos - não tivessem sido produzidos pelos próprios petistas.

Esse movimento de pressão contra jornalistas é a continuação de um processo autoritário que se revelou ainda no início desse primeiro mandato de Lula, e se expressava não apenas nas alianças políticas literalmente compradas, como depois ficou provado com as denúncias sobre o mensalão, mas em tentativas de controlar a imprensa e as produções culturais, com a criação de conselhos estatais.

A Agência Nacional de Cinema e Audiovisual daria poderes para o governo interferir na programação da televisão e direcionar o financiamento de filmes, e toda a produção cultural, para temas que estivessem em sintonia com as metas sociais do governo. O Conselho Nacional de Jornalismo teria a finalidade de controlar o exercício da profissão e poderes para punir, até mesmo com a cassação do registro profissional, os jornalistas que infringissem normas de conduta que seriam definidas pelo próprio Conselho.

Nunca é demais lembrar que Tarso Genro defende, em seu livro "A esquerda em progresso", a democracia direta à la Hugo Chávez, com a "exacerbação da consulta, do referendo, do plebiscito e de outras formas de participação", e o controle dos meios de comunicação através de "conselhos de Estado".

Segundo ele, esses conselhos garantiriam "a liberdade de informação e o livre trânsito de opiniões na sociedade democrática", pois "a democracia é incompatível com o controle da opinião pública por uma mídia unilateral". Pois mal sai das urnas com a consagração "do andar de baixo", o governo Lula se sente em condições de retomar a tentativa de controle dos meios de comunicação e a difusão cultural no país.

Ao mesmo tempo em que ironiza os "formadores de opinião" da grande imprensa, o governo quer financiar "mídias alternativas" para tentar, através de seus jornalistas chapa-branca, influenciar a opinião pública com dinheiro público.

1.11.06

O ódio de classe da burguesia brasileira

1. O senador da República Jorge Bornhausen referiu-se aos petistas no governo (e não ao povo) usando o qualificativo raça;
2. O cientista político Emir Sader decidiu escrever o artigo abaixo;
3. O senador processou-o;
4. A justiça deu ganho de causa ao senador.

Leia o artigo que extrai do site Carta Maior e defina sua posição. Existem na internet mensagens apoiando um lado e outro.

"A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos", disse o senador Jorge Bornhausen (PFL). Ele merece processo por discriminação, embora no seu meio - de fascistas e banqueiros - é usual referir-se ao povo dessa maneira - são "negros", "pobres", "sujos", "brutos". Por Emir Sader, agosto de 2005

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“A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos” (Jorge Bornhausen, senador racista e banqueiro do PFL)

O senador Jorge Bornhausen é das pessoas mais repulsivas da burguesia brasileira. Banqueiro, direitista, adepto das ditaduras militares, do governo Collor, do governo FHC, do governo Bush, revela agora todo o seu racismo e seu ódio ao povo brasileiro com essa frase, que saiu do fundo da sua alma – recheada de lucros bancários e ressentimentos.

Repulsivo, não por ser loiro, proveniente de uma região do Brasil em que setores das classes dominantes se consideram de uma raça superior, mas por ser racista e odiar o povo brasileiro. Ele toma o embate atual como um embate contra o povo – que ele significativamente trata de “raça”.

Ele merece processo por discriminação, embora no seu meio – de fascistas e banqueiros – sabe-se que é usual referir-se ao povo dessa maneira – são “negros”, “pobres”, “sujos”, “brutos”, - em suma, desprezíveis para essa casa grande da política brasileira que é a direita – pefelista e tucana -, que se lambuza com a crise atual, quer derrotar a esquerda por 30 anos, sob o apodo de “essa raça”.

É com eles que anda a “elite paulista”, ultra-sensível com o processo de sonegação contra a Daslu, mas que certamente não dirigirá uma palavra de condenação a seu aliado estratégico (da mesma forma que a grande mídia privada). São os amigos de FHC e de seus convivas dos Jardins, aliados do que de mais atrasado existe no Brasil, ferrenhamente unidos contra a esquerda e o povo.

Mas não se engane, senhor Bornhausen, banqueiro e racista, muito antes do que sua mente suja imagina, a esquerda, o movimento popular, o povo estarão nas ruas, lutarão de novo por uma hegemonia democrática, anti-racista, popular, no Brasil. Muito antes de sua desaparição definitiva da vida pública brasileira, banido pelo opróbio, pela conivência com a miséria do país mais injusto do mundo, enquanto seus bancos conseguem os mairores lucros especulativos do mundo, sua gente será defintivametente derrotada e colocada no lugar que merece – a famosa “lata de lixo da história”.

Não, senhor Bornhausen, nosso ódio a pessoas abjetas como a sua, não os deixará livre de novo para governar o Brasil como sempre fizeram – roubando, explorando, assassinando trabalhadores. O seu sistema, o sistema capitalista, se encarrega de reproduzir cotidianamente os que se opõem a ele, pelo que representa de opressão, de expoliação, de desemprego, de miséria, de discriminação – em suma, de "Jorges Bornhausens".

Saiba que o mesmo ódio que devota ao povo brasileiro e à esquerda, a esquerda e o povo brasileiro devotam à sua pessoa – mesquinha, desprezível, racista. Ele nos fortalece na luta contra sua classe e seus lucros escorchantes e especulativos, na luta por um mundo em que o que conte seja a dignidade e a humanidade das pessoas e não a “raça” e a conta bancária. Obrigado por realimentar no povo e na esquerda o ódio à burguesia.



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Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História". Artigo publicado originalmente na Agência Carta Maior, em 28/8/2005.

Origem do Totalitarismo

Vale a pena ler Hanna Arendt - "Origem do Totalitarismo". Lá ela fala da substituição das forças armadas pela polícia.

Também, uma consulta interessante é ao site da UNICAMP.

De lá retirei:

"São dois movimentos distintos: a máquina do partido crescendo ao lado da liderança popular de Lula. A máquina do partido vem para substituir o Estado. Hannah Arendt, em “A origem do totalitarismo’, estudou o movimento de máquinas partidárias que assaltam o Estado e o substituem na gestão do político. Essa é grande a novidade que nunca tinha ocorrido no Brasil e que um partido de esquerda conseguiu fazer – como é que uma máquina partidária se instala e se infiltra no aparelho do Estado. Isso é totalmente novo. Pode ter ocorrido, em escalas muito mais problemáticas, no fascismo italiano, no nazismo alemão, no comunismo soviético. No Brasil atual, isso acontece concomitante ao movimento de adesão popular a uma liderança de cunho populista."

Origem do Totalitarismo

Vale a pena ler Hanna Arendt - "Origem do Totalitarismo". Lá ela fala da substituição das forças armadas pela polícia.

Também, uma consulta interessante é ao site da UNICAMP.

De lá retirei:

"São dois movimentos distintos: a máquina do partido crescendo ao lado da liderança popular de Lula. A máquina do partido vem para substituir o Estado. Hannah Arendt, em “A origem do totalitarismo’, estudou o movimento de máquinas partidárias que assaltam o Estado e o substituem na gestão do político. Essa é grande a novidade que nunca tinha ocorrido no Brasil e que um partido de esquerda conseguiu fazer – como é que uma máquina partidária se instala e se infiltra no aparelho do Estado. Isso é totalmente novo. Pode ter ocorrido, em escalas muito mais problemáticas, no fascismo italiano, no nazismo alemão, no comunismo soviético. No Brasil atual, isso acontece concomitante ao movimento de adesão popular a uma liderança de cunho populista."

A raiva do PT contra a mídia

Mais do que claro está que a luta agora é pela preservação da liberdade de imprensa. Vivemos n um estado de direito e as demandas contra qualquer das intituições, e a imprensa livre é uma delas, devem ser conduzidas no campo adequado que é a justiça. Reproduzo abaixo a coluna de Gilberto Dimenstain na Folha de São Paulo de 31 de outubro de 2006.

"A raiva do PT contra a mídia

Lula eleito, militantes do PT apontaram, esfuziantes, que os meios de comunicação estavam entre os derrotados; alguns deles chegaram mesmo a hostilizar raivosamente os jornalistas. Refletem as reclamações de Lula e de muitos de seus assessores. Interessante essa manifestação: tantos anos depois de neutralizados os militares, ainda não se tem claro, em vários setores, o papel da imprensa. O que só revela um cacoete autoritário.

Não vou negar que algumas reportagens e mesmo veículos de comunicação cometeram erros e exageros. Mas, no geral, os jornalistas fizeram o que tinham mesmo de fazer: vasculhar e incomodar o poder. E o fato é que o PT deu motivos de sobras para ser vasculhado na questão ética e administrativa.

Na oposição, o PT foi um beneficiário dessa atitude dos meios de comunicação. Muitos de seus dirigentes, a começar de Lula, estavam sempre à frente dos ataques contra os deslizes e roubalheiras. O PT cresceu, entre outras razões, porque vendeu a imagem (até certo ponto correta, vamos reconhecer) de limpeza, mas depois, no poder, não soube separar o público do privado.

É fundamental que os dirigentes do partido e seus representantes do governo sejam responsáveis e não permitam que se desmoralize ou se afete a importância da liberdade de imprensa."


Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às terças-feiras

Discurso de Serra

Repercurtindo o blog de Reinaldo Azevedo

Num universo de 27 governadores, Lula conta com o apoio declarado de 17 e a simpatia explícita de quatro. Cinco outros dependem do governo federal mais do que seria desejável — nem tanto porque querem, mas porque assim são as coisas. Temos áí 26. Sobra um: justamente Serra. E isso explica as expressão “as melhores relações institucionais possíveis”. Segue em azul a íntegra do seu pronunciamento

Desde a minha eleição em primeiro turno, a pergunta que mais me fazem é sobre as relações que manteria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso ele fosse reeleito. A cobrança se tornou mais intensa desde ontem.

Em primeiro lugar quero saudar o presidente eleito e desejar-lhe boa sorte. A boa sorte do presidente da República significa a boa sorte do nosso povo. Como governador de São Paulo e de forma sincera, procurarei ter com ele as melhores relações institucionais possíveis.

Precisamos encerrar um difícil período da vida nacional, durante o qual desenvolvimento tornou-se um palavrão, e desenvolvimentista, um insulto. A geração de brasileiros que chega hoje à idade adulta passou dois terços de sua vida num país livre da praga da inflação. Mas, desgraçadamente, viveu esse mesmo período numa sociedade com baixas taxas de crescimento e elevados índices de desemprego. E isso não se deve à estabilidade, até porque a maioria dos países não pára de crescer, de enriquecer, em condições de baixa inflação.

Não crescíamos quando tínhamos superinflação nem crescemos quando tivemos estabilidade de preços: vinte e cinco anos de economia semi-estagnada. Somos hoje uma raridade mundial. Daqui a pouco, objetos de curiosidade científica.

Nossa tarefa é tirar o Brasil dessa armadilha que inibe a produção, fecha fábricas, esmaga o emprego e desqualifica o mercado de trabalho. O baixo crescimento não faz a boa redistribuição de renda: ele redistribui apenas a pobreza – torna os mais necessitados clientela cativa da políticas compensatórias – justas, mas insuficientes.

A mais alta taxa de juros reais do mundo – apesar da bonança externa, da inflação baixa e do déficit público moderado, segundo os padrões internacionais – dá conforto somente a quem não vive do trabalho. O câmbio distorcido estimula a importação de mercadorias que parecem baratas e exporta empregos que parecem obsoletos.

Devemos a Fernando Henrique Cardoso a obra monumental que devolveu ao Brasil o valor da moeda. Obra que seu sucessor preservou, à qual felizmente associou-se. Mas ninguém deve tolerar estagnação econômica por timidez e mesmo por covardia.

Além de desmontar a armadilha anticrescimento, há outras questões vitais e urgentes para o futuro do Brasil, as quais cobram dos governantes iniciativas decisivas nos próximos meses. Destaco duas delas, prioritárias entre as minhas responsabilidades como governador do Estado de São Paulo.

A primeira depende, sobretudo, do governo deste Estado: segurança pública. Os delinqüentes e os bandidos do crime organizado sofrerão quatro anos de duro combate e de aplicação rigorosa das leis. Já me reuni com colaboradores da máquina de segurança do Estado e com os três comandantes militares da região, junto com o atual governador. Vi com satisfação o progresso da cooperação entre as esferas federal e estadual nas áreas de inteligência e informação, indispensáveis para o enfrentamento das organizações criminosas. Ainda estamos no começo do começo, mas espero que avancemos a passos largos.

Outra iniciativa relevante para o povo de São Paulo está na saúde. O governo federal pode dar um grande passo regulamentando e cumprindo a Emenda Constitucional nº 29. É preciso que os Estados que não vêm cumprindo suas obrigações também o façam. Os malefícios disso para a população mais pobre vêm-se agravando. Em nome da focalização, não podemos jogar pela janela as políticas sociais universalistas, que são, aliás, vitais justamente para os mais pobres.

No caso da Saúde, um exemplo é a situação terrível das Santas Casas e hospitais filantrópicos sérios. Em São Paulo, eles respondem por cerca de metade dos leitos hospitalares do SUS. Por que esperar mais para dar uma resposta a quem mais precisa de nós? Se não agora, quando?

Na oposição, o PSDB se comportará com altivez. Aprendemos a ser humildes na vitória e altivos na derrota. É assim que honramos a vontade e a delegação de tantos milhões de brasileiros. Não fomos, não somos, nem seremos adeptos do quanto pior melhor. Seremos oposição no plano federal justamente porque não somos iguais. Diante de cada projeto de lei ou de emenda constitucional, saberemos separar o que beneficia o país do que o atrasa; os interesses do governo dos interesses do Estado; as conveniências de um partido dos anseios da nação. Esta será nossa melhor contribuição à governabilidade do país.

Temos presente que a governabilidade é tarefa de quem obteve nas urnas o mandato para governar. Não me passa pela cabeça, por exemplo, transferir para a oposição o dever de assegurar a governabilidade do Estado que me elegeu. À oposição cabe se opor não a tudo e a todos, mas ao que, a seu juízo, atente contra o espírito das leis, contra os fundamentos do Estado e contra o interesse da maioria. Isso vale para o Brasil. Isso vale para São Paulo. Em suma, não esperem de mim o adesismo que não se respeita nem a agressão que não oferece respeito.

Como governador de São Paulo, quero agradecer novamente o imenso apoio que tive nas eleições e que me possibilitou, pela primeira vez na historia de São Paulo, vencer no primeiro turno, com votação de segundo turno. Apoio de todas as classes, de todas as regiões. A todos e a todas reitero meu compromisso: faremos um governo popular, voltado ao desenvolvimento e aos setores mais necessitados do nosso povo, com responsabilidade fiscal e disposição para enfrentar, dentro da lei, os interesses que se oponham a esses objetivos.

Por último, permitam-me afirmar que não vou governar São Paulo de costas para o Brasil. Não encontrarão eco neste governador eleito os que quiseram acender rivalidades fictícias e fora de lugar e de hora, que militam contra os interesses do povo brasileiro.

São Paulo acolhe, não discrimina. São Paulo é o maior Estado nordestino depois do Nordeste; São Paulo tem o maior número de sulistas depois do Sul; de nortistas depois do Norte; de mineiros depois de Minas; de brasileiros do vasto Brasil central depois do Centro-Oeste.

A verdadeira identidade de São Paulo é a fraternidade brasileira. E assim continuará a ser comigo à frente do governo.

A hora é de união

Repercurtindo o blog de Jorge Bastos Moreno - 1/11/2006 - 4:14

" Cuidem de suas redações, que do PT cuidamos nós"
( Marco Aurélio Garcia, presidente interino do PT)

Gente, o cara surtou! E surtou de vez. Desconhece totalmente a função social do jornalismo. Para quem confunde o público com o privado até que é uma frase coerente. Realmente, a mídia trata do interesse público.
Se seguíssimos essa lógica poderíamos responder: Se os senhores cuidassem do PT como a mídia cuida de suas redações, o vosso partido seguramente não seria esse que está aí.

Quando digo que Marco Aurélio Garcia surtou é porque seu conceito nunca foi o de um homem medíocre. Muito pelo contrário. Quando ele voltar a si, acredito que vai querer enfiar a cara no chão de vergonha pelo que vem falando em relação à mídia.


Por enquanto, ele só está falando e não agindo. Dele não devemos ter medo, já que o seu conceito intelectual, moral e sua própria trajetória, bem diferente da de muitos petistas, nos levam a supor que, mesmo tentado, Marco Aurélio Garcia não se associaria aos desvios temidos.

Mas tem gente agindo. E como!

Veja a Veja. Seus profissionais foram interrogados pela PF para que revelassem suas fontes e investigações, numa flagrante inversão do inquérito.

Devemos no entanto ficar atentos. A ameaça é real. Desunidos, como estamos, continuaremos fracos e expostos à sanha da truculência. Nós, repórteres, acabamos nos sucumbindo ao patrulhamento "petista" versus "tucanos" e nos tatuamos. Entramos nesse jogo imbecil. A categoria, por vocação, nunca foi unida. A concorrência, a disputa e a inveja são os vermes da profissão. Falamos mal um dos outros com a desenvoltura com que trocamos de roupa. Somos o lado mais forte e paradoxalmente mais fracos de uma relação que, quando turva, não passa por nós. E mesmo assim nós nos achamos.

Só o fato de eu, um simples repórter, estar escrevendo isso já é uma prova da nossa arrogância, da nossa edição de regras.

Mas como já senti tudo isso na própria pele tenho um pouco de condição para conclamar meus colegas de todos os andares, inclusive os do andar de cima, a fazermos uma reflexão.

Ainda que sejamos diferentes, estamos no mesmo barco, o da busca honesta da informação. Não acredito que alguém, por mais que não goste do outro, assista calado a uma coisa dessa. Os que estão circunstancialmente na quinta-essência da profissão devem ser os primeiros a olhar e orar para nós. O jornalismo é a maior gangorra de todas as profissões liberais e o seu rodízio é cada vez mais célere. Fora as questões existenciais, espirituais: ninguém sabe o dia de amanhã a não ser que domingo é dia de jogo no Maracanã.

31.10.06

FCH e Jereissati em defesa dos jornalistas ameaçados

A blitzkrieg contra a Veja e a ação em favor da imprensa livre de FHC e Tasso (Blog do Reinaldo Azevedo)

A imprensa está sob ataque. Alertei na edição de ontem e em outro texto hoje de manhã. A Veja, conforme anteciparam ontem os bate-paus do petismo, é o principal alvo.

Daqui a pouco, a Veja On Line publica o relato da intimidação de que foram vítimas os jornalistas Marcelo Carneiro, Júlia Dualibi e Camila Pereira na Polícia Federal. Eles foram chamados para prestar esclarecimentos sobre o vazamento das fotos do dinheiro, feito pelo delegado Edmilson Bruno, e sobre a reunião de Freud Godoy com Gedimar Passos na Polícia Federal. Uma reunião ilegal. Embora estivessem acompanhados de advogados, este foi impedido de se manifestar. E o "esclarecimento", conduzido por um delegado chamado “Moisés”, evoluiu para a intimidação. Ele queria saber por que as reportagens haviam sido publicadas e quanto Veja havia ganhado por elas. Diante da reclamação dos jornalistas de que já estavam ali havia duas horas, Moisés afirmou que o chefe dos três “ficaria quatro”.

Ao saber do que estava em curso, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, ligaram para o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e ameaçaram ir pessoalmente à Polícia Federal para acompanhar o depoimento dos jornalistas. Só aí, então, o ministro que não sabia de nada, é claro, tomou providências, e os jornalistas foram “libertados”.

30.10.06

Os motivos de comemoração - por Mirian Leitão

Repercutindo o blog da Mirian Leitão

Post de 30.10.2006 - 10h 51min

Primeiro, obrigada por visitarem sempre este site. Ele tem tido visitas sempre. Comentários sempre. É muito bom ver isso. Visitas e comentários são a medida do sucesso de um site ou blog.

Segundo, eu queria refletir com vocês aqui algumas coisas: entendo como algo normal as críticas e sei que, em época eleitoral, as pessoas ficam mais apaixonadas por seus candidatos e enxergam, em qualquer nota que não seja a louvação do candidato, uma prova de que o jornalista é um “inimigo”. Me lembro que fiz uma nota entrevistando o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, em que ele dizia que, se o presidente não fosse ao debate, ele poderia perder um pouco de votos, poucos mas que fariam falta ao seu plano de ganhar no primeiro turno. Recebi uma saraivada de críticas como se estivesse torcendo para isso acontecer, e estava dando uma informação, tanto que a informação se revelou verdadeira. Esse é o meu papel.

Terceiro, vamos lá às afirmações feitas pela propaganda do presidente Lula que não correspondem à realidade. Ele disse que acabou com a inflação. Não é verdade, quem fez isso foi o Plano Real, contra o qual o PT votou. Ele recebeu um país com inflação bem mais baixa, que estava tendo um episódio de alta pelo temor das idéias que ele havia defendido durante anos. Idéias como: câmaras setoriais e controle cambial, que felizmente nunca foram postas em prática. Lula acertou quando manteve a política de metas de inflação, câmbio flutuante, autonomia operacional no Banco Central e Lei de Responsabilidade Fiscal, tudo o que havia criticado nos anos anteriores a chegar ao poder. O presidente também diz que este é o melhor momento econômico da República, e claro que não é. Em pelo menos 80 anos da República, o Brasil cresceu mais que o mundo. O país cresce pouco, o desemprego é de 10%. É verdade que a área externa vai muito bem, e já escrevi aqui sobre isso várias vezes. Lula diz que a balança comercial superavitária se deve à sua política externa, e não é isso. Quem exporta é o setor privado, e a alta é resultado de um processo em que cada um teve um pouco de mérito: a abertura da economia, a estabilização, o câmbio flutuante; os acertos de Lula ajudaram o setor privado a aproveitar a onda de alta de preços no mercado internacional de commodities. Não existem milagres em economia, nem existe um governo que resolva tudo: quando há continuidade, como houve, ocorrem processos positivos, como o que aconteceu na área externa. Na era Lula, estão sendo criados mais empregos que na era FH, mas o desemprego continua muito alto.

Repito que, se a inflação subir, cai a popularidade do presidente. Isso não é o que eu quero: é o que tenho aprendido que acontece.

Tenho certeza de que, independentemente do seu voto, você, como eu, está torcendo pelo sucesso do Brasil, mas aqui se faz análise, e não torcida. Portanto, posso manifestar meus sonhos e desejos, mas é melhor que eu registre aqui dados e análises. E sonhemos juntos por um Brasil mais justo e mais desenvolvido, meu velho sonho da juventude que eu nunca parei de sonhar. Esta eleição, sem um incidente, com o perdedor desejando sorte ao vencedor, com uma apuração rápida com resultado em que todos acreditam, é prova do amadurecimento da democracia brasileira. Motivo de comemoração.

O recado das urnas

Ao comentar sua vitória, Lula já começou mal ao afirmar que trata-se de resultado da sabedoria do povo. Começou mal por deixar nas entrelinhas que ao ser reeleito o povo demonstrou fazer uma escolha sábia. Não é nada disso se analisarmos com cuidado os resultados das urnas.

Terminada as eleições uma breve consideração sobre o recado dos eleitores.

1. A maioria – 60,8% dos eleitores - quer a permanência do atual governo.
2. 39,2% dos eleitores não desejam a permanência do atual governo.
3. A população que é responsável pela maior parte da produção brasileira não deseja a permanência do atual governo - MT, MS, SP, RS, PR e SC. Baseados em dados extraidos do documento do IPEA, ano de 1996.
4. A oposição deve compreender esses resultados e exercer o papel que dela é esperado.
5. Idem para o governo.
6. Aguardemos e monitoremos os resultados das ações de ambos.

25.10.06

23.10.06

Debate na TV Globo dia 27 de outubro



DEBATE NA TV GLOBO DIA 27 DE OUTUBRO NA ANTEVÉSPERA DA ELEIÇÃO. NÃO PERCA.

Debate na TV Globo - 27 de outubro

DEBATE NA TV GLOBO DIA 27 DE OUTUBRO NA ANTEVÉSPERA DA ELEIÇÃO. NÃO PERCA.

19.10.06




O SBT transmite ao vivo e em rede nacional hoje (19/10), das 21h às 22h30, o debate político entre os candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, sob o comando da âncora Ana Paula Padrão. Por este motivo, o jornal "SBT Brasil" não irá ao ar excepcionalmente neste dia.